quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Colunas dos sonhos

Meus planos são armados em colunas, onde no topo de cada coluna está o seu futuro. O futuro como todos nós sabemos não é fixo, ele sempre se move, e essas tais colunas sustentam o futuro. Toda atitude que você toma muda de alguma forma o seu futuro, e quando o futuro muda uma coluna cai.

Como o futuro é algo que está em constante movimento, essas colunas se renovam, elas caem, quebram e se reconstroem. Quando elas caem, se quebram em pedaços, e esses pedaços se encaixam perfeitamente como um quebra-cabeça. Portanto o futuro pode mudar constantemente sem impossibilitar-me de criar novos planos. Entretanto, quando me fixo no presente não me importa saber quantas colunas cairiam, mas o perigo é quando não me importo com o presente e somente me interesso pelo futuro.

Quando faço isso, uma só coluna é erguida no presente, esperando a chegada das outras que irão aparecer no futuro. Mas o futuro em meus planos é distante, criando assim um grande espaço de tempo entre a coluna do presente e as do futuro. Com isso essa coluna atual vai se desgastando, é eu sei que está tal coluna vai de decompor com o tempo, o que a torna diferente das outras, que caem e se reconstroem, ela vai sumindo o que torna impossível a reconstrução da mesma.

É nesse ponto em que estou o ponto onde não á uma ponte entre o agora e o amanhã, onde somente o amanhã é minha esperança, onde o medo constante de se desfazer antes das futuras colunas chegarem, o medo de não agüentar.

Resumindo: Não sei viver o agora. A única coisa que me resta é esperar.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Descobri recentemente em meus devaneios.
Eu me acostumei a ser um cara sozinho.
Meus amigos sempre estão distantes, e já até esqueci como é namorar.
Imagino meu futuro, com meu emprego e minha família com filhos e esposa.
Só que o futuro é algo muito relativo com o presente, que sempre tento fazer passar despercebido.
Foi então que descobri que o futuro que imagino pode nunca existir, então acabei perdendo a esperança.
Perdi amigos, amores, atitudes e pensamentos.
Agora estou tentando viver o momento
Mudando meus conceitos
Tentando fazer o que não queria fazer anteriormente, mas tudo isso não é fácil.
Já desisti de chorar, porque quando choro, fica pior
Não ha beneficio nenhum, só a melancolia e a auto-piedade
E depois que ela vai embora me sinto um idiota.
O momento é estanho
As vezes me aparece um surto de alegria, que me pega de surpresa
Mas a maior parte do tempo é a tristeza que me persegue
Toda vez que consigo me levantar ela me puxa pelos pés
O que faz doer
Que me da vontade de desistir
Que me da vontade de tentar algo diferente
E quando consigo criar coragem novamente
O diferente é o mesmo