Meus planos são armados em colunas, onde no topo de cada coluna está o seu futuro. O futuro como todos nós sabemos não é fixo, ele sempre se move, e essas tais colunas sustentam o futuro. Toda atitude que você toma muda de alguma forma o seu futuro, e quando o futuro muda uma coluna cai.
Como o futuro é algo que está em constante movimento, essas colunas se renovam, elas caem, quebram e se reconstroem. Quando elas caem, se quebram em pedaços, e esses pedaços se encaixam perfeitamente como um quebra-cabeça. Portanto o futuro pode mudar constantemente sem impossibilitar-me de criar novos planos. Entretanto, quando me fixo no presente não me importa saber quantas colunas cairiam, mas o perigo é quando não me importo com o presente e somente me interesso pelo futuro.
Quando faço isso, uma só coluna é erguida no presente, esperando a chegada das outras que irão aparecer no futuro. Mas o futuro em meus planos é distante, criando assim um grande espaço de tempo entre a coluna do presente e as do futuro. Com isso essa coluna atual vai se desgastando, é eu sei que está tal coluna vai de decompor com o tempo, o que a torna diferente das outras, que caem e se reconstroem, ela vai sumindo o que torna impossível a reconstrução da mesma.
É nesse ponto em que estou o ponto onde não á uma ponte entre o agora e o amanhã, onde somente o amanhã é minha esperança, onde o medo constante de se desfazer antes das futuras colunas chegarem, o medo de não agüentar.
